Uma das experiências que realizei em sala de aula foi com a mídia impressa, essa experiência culminou por trilhos que se revelaram na produção poética cordelista. O cordel não é escrito por acaso e sim porque o poeta, ao querer exprimir sua imaginação no sentido de fazer relatos históricos, procura, historicamente, um meandro entre a realidade e fato observado. Assim, o Cordel revela a maneira pela qual o poeta expõe seu sentimento aos fatos objetivos da história. Nesse sentido, é recorrente temos como o Amor, a Calúnia, a Religião, a Política ou acontecimentos trágicos, humorísticos, sofrimentos, vingança e morte.
O trabalho foi realizado com um grupo de 35 alunos do 4º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Marechal Arthur da Costa e Silva, da Rede Pública Municipal do Município de Japaratinga-AL. A organização da pesquisa culminou no envolvimento dos alunos com a história e a origem do cordel, a produção de texto de cordel e a maneira como a xilografia tinha um papel de destaque na confecção do cordel.
Por essa razão, o Cordel através deste projeto vem permitir aos referidos alunos a possibilidade de conhecer a produção literária cordelista. O projeto foi desenvolvido através das aulas com duração de quatro meses, onde foram trabalhados diferentes aspectos da literatura de cordel. O trabalho foi desenvolvido em três etapas distintas: primeiro a pesquisa do conhecimento de cordel em seguida com o contato inicial dos alunos com os folhetos, suas imagens e origens; segundo a contextualização e iniciação gramatical dentro dos aspectos de estruturação da literatura de cordel, e, por fim; terceiro momento de construção, onde os alunos desenvolveram sua própria escrita na produção de cordel falando de sua escola. Assim, concluo que o trabalho realizado com rimas para alfabetizar é muito interessante, pois chamou bastante a atenção e interesse dos alunos para a leitura, sendo fluidos pelo ritmo da musicalidade
Salientando, por fim, que a arte popular é o retrato de uma cultura também popular que luta para sobreviver na contramão da imersão tecnológica e cibernética.